10
Mai
09

Entre Mãe e Filho…

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Só, carpindo-se, Aquiles na espumante
Beira ficou-se; o ponto azul esguarda,
As palmas tende e à boa mãe recorre:
“De curta vida, ó Tétis, me pariste;
Sequer me engrandecesse o Altipotente;
Mas ele não me outorga a menor glória.
Em meu despeito o soberano Atrida
Arrebatou-me o prêmio e dele goza.”
Ao pé do anoso pai, lá no áqueo fundo
Sentiu-lhe o pranto a veneranda ninfa:
Da salsa espuma, como névoa, surde;
Conchegada ao Pelides lamentoso,
Com mão fagueira consolando o anima:
“Choras? que ânsia te aflige? Nada encubras,
Comunica-me, filho, as penas tuas.”
Do íntimo o celerípede suspira:
“Sabes; que val dizer-to? A sacra Tebas
De Eetion depredada, o espólio todo
Arrecadou-se, e em regra o dividimos:
Teve o Atrida a pulquérrima Criseida.
Remir a filha com riqueza imensa
Do Longe-vibrador veio o ministro
Às lestes naus de cobre encouraçadas;
Nas mãos faixa Apolínea e o cetro de ouro,
Roga e aos dous potentados mais se abate:
Que, em reverência ao cargo, se receba
O esplêndido resgate, áfio aprovam;
Menos o Atrida, que o repulsa e afronta.
Parte o velho indignado; e o deus que o ama,
Dele a instâncias, vibrou feral contágio,
De que a gente em cardumes fenecia,
Pestíferas as setas rechinando
Por todo o exército. Eminente vate
O oráculo solveu-nos; e eu primeiro
A apaziguar o nume exorto os sócios.
Furente ergue-se o rei, minaz fulmina,
E não debalde; que olhi-espertos Gregos
Em ágil nau Criseida reconduzem
Com pios dons, e arautos mesmo agora
Do pavilhão transferem-me a donzela
Que os Dânaos me doaram. Tu, que o podes,
Socorre o filho, ao grã Tonante ascende;
Se o já serviste com palavras e obras,
Hoje o depreca. A mim no pátrio alvergue,
De única blasonavas que entre os deuses
Preservaste o nubícogo Satúrnio
Do feio opróbrio, quando, à frente a esposa
E Minerva e Netuno, o encadearam:
Mas tu, madre, lhe acorres e o desprendes,
Convocas em auxílio o Centimano,
Que é nos céus Briareu, na terra Egéon.
Mais robusto que o pai, da honra altivo,
De Jove a par se teve, e de assustados
Os imortais do empenho desistiram.
Recorda-lhe isto, abraça-lhe os joelhos:
Que ajudar queira os Troas; que os Aquivos,
Té às popas e ao mar cerrados, paguem
Por seu tirano e a maldizê-lo expirem.
O amplo-dominador confesse a culpa
De insultar o fortíssimo dos Gregos.”
E em lágrimas a déia: “Ai! Filho, como
Te amamentei gerado em hora infausta?
Oh! se de mágoa ileso a bordo fosses!
Urge-te a Parca, e mais que todos penas:
Malfadado nasceste em régios paços.
Em paz, nas prestes naus, teu ódio ceves;
Que hei-de ao nevoso Olimpo ir ver se dobro
Quem se deleita com trovões e raios.
Ele e sua corte, às abas do Oceano,
De inocentes Etíopes desd’ontem
A mesa logram. No dozeno dia,
Ao voltar à mansão de aênea base,
Revolvida a seus pés tocá-lo espero.”
Nisto, sumiu-se-lhe e o deixou raivando
De o desfalcarem da mulher garbosa.

Ilíada – Canto I – fragmento- Tradução Odorico Mendes

23
Abr
09

Salve Jorge!

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  Hoje é Dia de São Jorge. O Santo mais legal que a Igreja Católica produziu ( e um dos mais antigos). Popular entre todas as camadas ( é patrono da Inglaterra, Portugal, Catalunha, entre outros,  e do Corinthians – isso que é diversidade!),  foi “demitido” pela Igreja Católica por ser muito pop ( mais que o papa!). Não há documentação sobre ele, só histórias. Teria sido perseguido e morto por ser  um tribuno romano que defendeu os cristão, e mesmo sendo torturado, continuou se declarando Fiel a Jesus! ( entendeu agora pq o Curintia né?). Existe uma história de que ele seria, na verdade, um exorcista e que a Igreja Católica começou a inverntar coisas mirabolantes a respeito, pra dar medo nas pessoas e o tiro saiu pela culatra.  E tem a parte mais legal , que são  as baladas medievais sobre ele. Uma delas é essa aqui: “Jorge era filho de Lorde Albert de Coventry. Sua mãe morreu ao dar a luz a ele e o recém nascido Jorge foi roubado pela Dama do Bosque para que pudesse, mais tarde, fazer proezas com suas armas. O corpo de Jorge possuia três marcas: um dragão em seu peito, uma jarreira em volta de uma das pernas e uma cruz vermelho-sangue em seu braço. Ao crescer e adquirir a idade adulta, ele primeiro lutou contra os sarracenos e, depois de viajar durante muitos meses por terra e mar, foi para Syle´n, uma cidade da Líbia. Nesta cidade, Jorge encontrou um pobre eremita que lhe disse que toda a cidade estava em sofrimento, pois lá existia um enorme dragão cujo hálito venenoso podia matar toda uma cidade, e cuja pele não poderia ser perfurada nem por lança e nem por espada. O eremita lhe disse que todos os dias o dragão exigia o sacrifício de uma bela donzela e que todas as meninas da cidade haviam sido mortas, só restando a filha do rei, Sabra, que seria sacrificada no dia seguinte ou dada em casamento ao campeão que matasse o dragão.

Ao ouvir a história, Jorge ficou determinado em salvar a princesa. Ele passou a noite na cabana do eremita e quando amanheceu partiu para o vale onde o dragão morava. Ao chegar lá, viu um pequeno cortejo de mulheres lideradas por uma bela moça vestindo trajes de pura seda árabe. Era a princesa, que estava sendo conduzida pelas mulheres para o local do sacrifício. São Jorge se colocou na frente das mulheres com seu cavalo e, com bravas palavras, convenceu a princesa a voltar para casa. O dragão, ao ver Jorge, sai de sua caverna, rosnando tão alto quanto o som de trovões. Mas Jorge não sente medo e enterra sua lança na garganta do monstro, matando-o. Como o rei do Marrocos e do Egito não queria ver sua filha casada com um cristão, envia São Jorge para a Pérsia e ordena que seus homens o matem. Jorge se livra do perigo e leva Sabra para a Inglaterra, onde se casa e vive feliz com ela até o dia de sua morte, na cidade de Coventry.”
23
Abr
09

Revelando Curitiba

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“Durante quatro dias militantes percorrem quase 100km na periferia da cidade

No feriado de Tiradentes (18 a 21 de abril) diversos militantes irão caminhar 94,6km para percorrer a periferia de Curitiba. A “Caminhada Revelando Curitiba” é uma iniciativa do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e deve congregar, além dos representantes do partido, militantes de esquerda ligados a outras organizações e partidos que compreendem Curitiba como uma cidade modelo em exclusão social e acreditam que a outra face da cidade deve ser revelada.

A idéia da caminhada é caminhar cerca de 25km por dia, com pausas para repouso em lugares pré-estabelecidos. Nestes locais ocorrerão debates sobre o modelo de cidade atualmente estabelecido. O início será no sábado às 7h no terminal Santa Cândida, na zona norte. O encerramento será em um bairro de trabalhadores em São José dos Pinhais, zona leste da cidade (clique aqui para ver o mapa com a rota em anexo).”

Esse foi o texto de convite para quem quisesse descobrir essa outra Curitiba, que está fora do modelo de desenvolvimento amplamente divulgado a respeito a nossa ” cidade modelo”. 

Além de conhecer e divulgar os problemas das comunidades que não fazem parte do eixo padrão, a ideia era, além disso, promover uma conexão entre as mesmas, para que possam reivindicar juntas por melhorias. 

Inicialmente, eu pretendia fazer o roteiro completo, mas encontrei algumas pedras que me impediram do mesmo. Acabei fazendo apenas um dia de caminhada, o segundo, indo do Sabará até a Cachimba, que em alguns momentos pareceu que não chegaria nunca.

Não foi nada fácil, mas valeu a pena. Nos deparamos com diversas coisas que pra mim eram completamente desconhecidas, e até mesmo para alguns colegas militantes, mais acostumados a circular pelas comunidades. 

Postarei aqui algumas fotos, minhas, e algumas do fotógrafo João Debs, que acompanhou a galera no primeiro dia, quando passaram pelo eixo estrutural e algumas regiões problemáticas.

Como temos muito material destes dois dias ( só o colega Debs me enviou mais de 80 imagens), e minha vida de universitária/proletária anda turbulenta, peço um pouquinho de paciência aos amigos pois o material vai chegar aqui aos poucos. 

Criei então essa abinha, específica para o material da caminhada. Só clicar aqui para ver.

03
Mar
09

Adiamento

Bárbara - de Gustavot Diaz - da série de fotos de estudos do artista

Bárbara - de Gustavot Diaz - da série de fotos de estudos do artista

Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã…
Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã,
E assim será possível; mas hoje não…
Não, hoje nada; hoje não posso.
A persistência confusa da minha subjetividade objetiva,
O sono da minha vida real, intercalado,
O cansaço antecipado e infinito,
Um cansaço de mundos para apanhar um elétrico…
Esta espécie de alma…
Só depois de amanhã…
Hoje quero preparar-me,
Quero preparar-rne para pensar amanhã no dia seguinte…
Ele é que é decisivo.
Tenho já o plano traçado; mas não, hoje não traço planos…
Amanhã é o dia dos planos.
Amanhã sentar-me-ei à secretária para conquistar o mundo;
Mas só conquistarei o mundo depois de amanhã…
Tenho vontade de chorar,
Tenho vontade de chorar muito de repente, de dentro…

Não, não queiram saber mais nada, é segredo, não digo.
Só depois de amanhã…
Quando era criança o circo de domingo divertia-rne toda a semana.
Hoje só me diverte o circo de domingo de toda a semana da minha infância…
Depois de amanhã serei outro,
A minha vida triunfar-se-á,
Todas as minhas qualidades reais de inteligente, lido e prático
Serão convocadas por um edital…
Mas por um edital de amanhã…
Hoje quero dormir, redigirei amanhã…
Por hoje, qual é o espetáculo que me repetiria a infância?
Mesmo para eu comprar os bilhetes amanhã,
Que depois de amanhã é que está bem o espetáculo…
Antes, não…
Depois de amanhã terei a pose pública que amanhã estudarei. Depois de amanhã serei finalmente o que hoje não posso nunca ser.
Só depois de amanhã…
Tenho sono como o frio de um cão vadio.
Tenho muito sono.
Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã…
Sim, talvez só depois de amanhã…

O porvir…
Sim, o porvir…

    Álvaro de Campos
15
Fev
09

Eleitos de 2008 # claudete pereira jorge

claudete pereira jorge

Qualquer curitibano, ou pessoa que vive em Curitiba, que conheça minimamente teatro e as coisas boas que são produzidas aqui na capital paranaense sabe quem é a Claudete e o que ela representa. E o quanto representa, literalmente, em qualquer sentido que você queira dar ao verbo representar.

Eu sou fã da Claudete, assumidamente. Seja da Claudete- atriz, da Claudete-mulher-guerreira, da Claudete amiga, ou da Claudete artesã.

Sim, eu disse Claudete artesã. De mãos de fada e criatividade de ouro, ela faz cada coisa que deixa a gente estupefato. Se você não conhece o trabalho dela, corre pro blog  Artes da Clau pra dar uma conferida, manda um email e marca uma visitinha. Você não vai se arrepender.

18
Jan
09

Beto Fica por R$ 2,20…

Enquanto isso, no mundo perfeito do Beto Richa, sua primeira medida importante foi aumentar o preço da passagem para absurdos R$ 2, 20.

E por falar em seu mundo perfeito, publico um texto esclarecedor de Bruno Meirinho sobre a linha verde o o modelo excludente da Curitiba perfeita.

Além da Linha Verde
Publicado em 08/01/2009 | Bruno Meirinho
Durante a campanha eleitoral de 2008, tive a oportunidade de debater na televisão com o candidato Beto Richa sobre as isenções da Linha Verde, noticiadas na imprensa (”Linha Verde divide a cidade e opiniões”, Gazeta do Povo, 25/5/2008). Ele respondeu afirmando que não há benefícios fiscais na Linha Verde, que eu não devia insistir nessa “tese”. Contraditoriamente, reconheceu que há isenções para empresários do Tecnoparque. E onde fica o Tecnoparque? Consultando o site da prefeitura em 7 de outubro de 2008, encontrei o artigo “Linha Verde movimenta mercado imobiliário”, muito explicativo sobre o projeto, focado em favorecer a manipulação imobiliária. O texto exalta a vocação da Linha Verde em multiplicar os valores dos imóveis próximos, especialmente perto do que se chamou de “estrela” do projeto, o Polo Tecnoparque, no entorno do cruzamento da Marechal Floriano com a Linha Verde.
Na propaganda oficial, o Tecnoparque faz parte da Linha Verde. É justamente o local mais agitado do mercado imobiliário. Mas quando se mostra que é também onde estão as mais irresponsáveis isenções de impostos, a prefeitura nega que faça parte do projeto. Está lançada a confusão.
Para trocar mais impressões sobre o assunto, em julho de 2008 estive em Assunção, no Paraguai, em um encontro de especialistas latino-americanos em grandes projetos urbanos, organizado por um instituto internacional de políticas urbanas (Lincoln Institute). Lá, apresentei um estudo meu sobre a Linha Verde, apontando o projeto como mais um capítulo do urbanismo e do planejamento excludentes que se perpetuaram em Curitiba. No encontro, um consenso: é preciso aperfeiçoar mecanismos para recuperar os investimentos públicos, sem benefícios injustos para especuladores imobiliários.
E o que é a Linha Verde? O mais atual exemplo do planejamento excludente de Curitiba é um projeto faraônico de propaganda, que se arrasta desde a gestão de Cassio Taniguchi e que consegue concentrar o que há 40 anos tem sido feito para tornar Curitiba uma cidade-modelo em exclusão, num impressionante citymarketing.
Responsável por um endividamento de centenas de milhões de reais, a Linha Verde drena os recursos da cidade, dos impostos dos trabalhadores, e os concentra em um local destinado à valorização do mercado imobiliário e ao favorecimento de empresas globais. Esse processo é o que chamamos de concentração da riqueza.
Como noticiado pela própria prefeitura, as obras multiplicam os valores dos imóveis dos proprietários beneficiados, na faixa do entorno da Linha Verde e nos polos – e isso se dá com dinheiro público. Ao final, favorece poucos, principalmente pela injustiça tributária do Brasil em que os pobres pagam muito mais impostos que os ricos, como recentemente divulgado pelo Ipea, que declarou que os mais pobres pagam 40% mais impostos que os mais ricos.
Os ricos também devem pagar impostos e existem instrumentos que permitem à prefeitura reverter essa injustiça, rompendo a lógica de endividar a cidade para os trabalhadores pagarem a conta. Os mecanismos mais conhecidos são o IPTU progressivo e a contribuição de melhoria. No entanto, a cobrança por melhorias só é regra contra os pobres, pois em qualquer bairro de baixa renda de Curitiba, quando a prefeitura vai implantar a infraestrutura básica essencial, cobra dos moradores a fatura. A história é sempre a mesma: primeiro vem a manilha e o asfalto, depois a taxa da prefeitura. Conformados, os trabalhadores aceitam; afinal, nada vem de graça.
Mas na Linha Verde não está prevista nenhuma taxa de infraestrutura ou contribuição de melhoria. É tudo “de graça”. Para quem? Todo o investimento resultará em dívida para a cidade – leia-se, o trabalhador – pagar. Ao fim, os moradores dos bairros mais pobres, pagam, como sempre, duas vezes: primeiro pela própria infraestrutura, depois pela infraestrutura das grandes empresas globais, favorecidas por obras como a Linha Verde.
A falta de contribuição de melhoria nesta obra, por si só, é uma isenção. Além disso, outros benefícios fiscais foram planejados para o setor especial da BR-116 – e inexplicavelmente falta a recuperação dos investimentos. É na base do empréstimo de bancos internacionais.
No Tecnoparque, considerado pela prefeitura o mais importante polo da Linha Verde, os benefícios vão além: estão garantidos, por 10 anos, além da ausência de taxas e da contribuição para a melhoria, as isenções totais de IPTU e ITBI.
Enquanto as atenções da prefeitura estão voltadas para o projeto, vemos que a urbanização e a regularização das vilas e favelas, para a segurança física e jurídica das moradias dos trabalhadores, está longe de ser prioridade, mesmo custando menos e sendo mais importante que a drenagem milionária de recursos para um só lugar.
Por isso, os socialistas realmente preferem e lutam por uma repartição melhor dos recursos da cidade, em oposição aos projetos de concentração da riqueza. É nessa posição que me coloco. Mais: é urgente ir além e atacar as causas que produzem as catracas da cidade.
O maior problema está no modo de produção injusto e excludente, que continuará construindo cidades excludentes, das quais Curitiba é um triste “modelo”. Nada a comemorar. Não queremos uma cidade-modelo em exclusão. Cada vez mais, a notícia de isenções de impostos na Linha Verde deixa de ser uma “tese” e passa a ser triste verdade contra a qual é nosso dever lutar.

Bruno Meirinho é advogado e militante do PSOL. Foi candidato à prefeitura de Curitiba pela Frente de Esquerda (PSOL, PCB, PSTU) e trabalha na Ambiens Cooperativa onde é consultor em projetos de planejamento urbano.
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18
Jan
09

Eleitos 2008 # A Ilíada

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Foto: Gilson Camargo

Na verdade a descoberta se deu no fim de 2007, mas os estudos sérios se consolidaram ao longo de 2008.

É claro que já tinha ouvido falar na obra, sabia do que se tratava, mas, quando me deparei com a tradução belíssima do Odorico Mendes,  descobri um mundo de possibilidades que ela pode apresentar. Uma tradução brilhante, uma Língua Portuguesa fantástica, uma obra didática, cheia de política, ética, honra, religião, beleza, etc.

Acrescento uma nota especial à publicação da Ilíada com as notas verso a verso de Sálvio Nienkötter ( já apresentada aqui no blog na ocasião de seu lançamento), fundamental para o meu entendimento da obra.

18
Jan
09

Gaza

Antes de seguir com a minha lista de eleitos,  me sinto obrigada a tocar, mais uma vez, e agora com mais responsabilidade, no que elejo como a pior maneira de se começar um ano: com matança.

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Foto tirada da internet.

Não posso, de maneira alguma, me calar diante do que vejo. E vou usar um pouco esse espaço. Como esses conflitos entre palestinos e judeus são antigos, já deram muito pano pra manga e as informações (reais e sem manipulação da mídia)  são sempre díficeis, e também por respeitar o direito que os meus leitores e amigos têm de não querer ver e discutir isso também por aqui, criei uma aba, uma página específica para essas informações, para esses textos. Portanto, quem tiver interesse, basta procurar ali no cantinho direito.

09
Jan
09

Os Eleitos de 2008 – #1 ( Troy)

Em primeiro lugar preciso esclarecer que a lista tem numeração aleatória. Não tem nada a ver com a colocação, ou preferência de um ou outro artista escolhido. Também porque seria uma tarefa quase impossível numerar, seja por talento ou importância, pois há muitas diferenças de estilo e tal.

Começo com esse garoto:  TROY ROSSILHO.

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Troy Rossilho no Wonka Bar- Curitiba

Jovem, talentoso, maduro, consistente. Carrega uma delicadeza indescritível nas suas composições.  Sua música é leve, porém marcante.  Quatro CDs e um DVD fantástico gravados. Além do seu talento pessoal,  nos presenteia com as parcerias que faz com os melhores compositores e poetas curitibanos (alguns inclusive vão aparecer nesta lista mais tarde), entre eles: Octávio Camargo, Alexandre França, Thadeu W. ( O polaco da Barreirinha), Luiz Felipe Leprevost, e seu pai, César Rosillho.

Com isso, além de melodias deliciosas, seu trabalho conta com letras simples, porém marcantes, sem frescura,  que não têm como passar despercebidas ou serem esquecidas com facilidade.

É uma pena que no myspace a gente só pode ouvir 6 músicas, porque tem muita coisa boa desse menino pra gente ouvir.

09
Jan
09

Coletivo Operante em Curitiba

Antes de começar a minha lista,  uma boa lembrança de 2008.

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Coletivo Operante- Curitiba Master Hall- 2008

Infelizmente não tive a alegria de acompanhar meus caríssimos amigos da banda Coletivo Operante nos tantos shows que fizeram durante o ano, como era de costume nos anos anteriores. Senti muita falta, mas tive uma grata surpresa no único show que pude assistir. Na verdade nem foi tanta surpresa assim, pois sempre apostei no talento desses meninos. E eles superam cada ve mais as minhas expectativas. Sensacional.

Deixo link pra duas músicas novas, caso vocês queiram conferir: Mina Loca e Calma Aí.